O CURSO DE GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA

A Antropologia é a ciência que estuda o homem em sociedade, as culturas humanas, os comportamentos e costumes sociais; enfim, a principal característica da Antropologia é o interesse pela diversidade de modos de viver da humanidade. A antropologia poderá estudar as culturas humanas tanto no passado como no presente e em qualquer lugar. O principal instrumento de trabalho da antropologia é a pesquisa de campo que possui um vasto leque de investigação como grupos étnicos e religiosos, migrações, formação de grupos rurais e urbanos e suas formas de expressão e comunicação por meio da arte, de narrativas, do parentesco, de performances, da cultura material, dos tipos de moradias e a relação com o meio ambiente.

O curso de graduação em Antropologia tem duração de três anos e meio (sete períodos), com carga horária total de 2.640 horas e 168 créditos. Composto por atividades em sala de aula, pesquisa de campo e visitas técnicas. Este curso é pioneiro no país, realizando o antigo desejo de se criar a carreira de antropólogo em nível de graduação.

 

 

O curso de Antropologia exige muita leitura e discussão de idéias, conceitos e acontecimentos. Possui três áreas de formação profissional de forte tradição na Universidade Católica de Goiás:

  • Patrimônio cultural e memória
  • Antropologia do desenvolvimento e minorias étnicas
  • Antropologia urbana e antropologia visual

O curso de graduação em Antropologia deve proporcionar ao graduado o desenvolvimento das seguintes habilidades e competências:

  • a) Utilizar o potencial de diálogo das ciências humanas com a Antropologia e outros campos do saber para exercitar a inter e a multidisciplinaridade, sem perda das especificidades do saber antropológico;
  • b) Conhecer a história do pensamento antropológico bem como seus cânones;
  • c) Ter pensamento crítico e autônomo para realizar escolhas entre as várias perspectivas teórico-metodológicas que compõem a disciplina;
  • d) Ter domínio técnico-científico-cultural para compreender o mundo do trabalho do qual o mercado é parte, com valores pautados em princípios ético-morais, fundados numa ética de solidariedade, compromisso com a inclusão social e respeito às diversidades culturais, étnicas, credos religiosos, ideologias políticas e orientações sexuais;
  • e) Entender a função social da atividade profissional para além das demandas imediatas do mercado sendo compromissados, com a instauração de uma cidadania plena e inclusiva para todos os segmentos sociais;
  • f) Ensinar Antropologia com satisfatório domínio dos graus de competências conferidos pelo diploma;
  • g) Produzir conhecimento e não apenas reproduzir o conhecimento acumulado, o que significa além de autonomia e crítica de pensamento reflexivo, ter competência em metodologias e técnicas de pesquisa;
  • h) Desenvolver pesquisas e produzir conhecimento além de participar de sua difusão não apenas em âmbito acadêmico, mas também em instituições de ensino, em museus, em órgãos de preservação de documentos e no desenvolvimento de políticas e projetos em benefício dos grupos humanos estudados.

 

 
Cavalhadas de Jaraguá - GO
Foto: Eliane de Castro
 
Festa do Divino - Jaraguá GO
Foto: Eliane de Castro



O interesse da Antropologia pela humanidade em toda a sua diversidade de expressão produziu um conhecimento livre da intolerância e do preconceito que trouxe importantes contribuições para as demais ciências.

Do encontro entre saberes diversos do antropólogo e dos povos que estuda, resultou um amplo campo de pesquisa e atuação para este profissional que se dedica, entre outras questões a,

  • Compreender a formação de identidades nacionais, étnicas, religiosas, de gênero etc;
  • Estudar as sociedades indígenas e seus modos de viver, sua arte, festas, artesanato, economia, território;
  • Pesquisar o modo de vida de grupos sociais urbanos;
  • Estudar a herança cultural africana e dos migrantes na formação do Brasil.
Crânio Humano
Criança Krahó - TO
Criança Karajá - TO

O mercado de trabalho para os Antropólogos

Na atualidade, com o Estado brasileiro fortalecendo cada vez mais a democracia, tem aumentado a demanda por profissionais que sejam capazes de elaborar documentos sobre problemas étnicos ou relativos às terras indígenas ou quilombolas. Esta é uma interface da Antropologia com o Direito. Espera-se, também, que o antropólogos disponham de capacidade conceitual e técnica para a elaboração de relatórios sobre os impactos ambientais decorrentes da construção de grandes obras; laudos antropológicos sobre terras indígenas, territórios quilombolas, pareceres sobre bens patrimoniais materiais e imateriais, laudos periciais, laudos sobre meio ambiente e cultura.
O profissional egresso do curso poderá atuar nas seguintes áreas:

  • Ensino e pesquisa em diversos níveis educacionais;
  • Atuação nos quadros de órgãos públicos como o Ministério da Justiça (Funai e Ministério Público), da Saúde (Funasa), Ministério da Cultura (IPHAN e fundações culturais), Ministério da Educação e Meio Ambiente, Senado Federal, órgãos municipais entre outros;
  • Assessoria a Estudos de Impacto Ambiental e às Organizações não-governamentais (ONGs) nacionais e internacionais;
  • Integrar equipes de museus e acervos culturais públicos e privados.